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sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

Testemunho - Apelo


Hoje poderia ser um dia como outro qualquer, limitar-me-ia a constatar o meu sofrimento psicológico e físico, tomaria alguns lorenins de 2,5 mg, aguardaria a noite e amanhã tudo voltaria a ser idêntico.
A tarde amadureceu o meu sentimento de impossibilidade de resistir, a dôr de cabeça tornou-se violenta, não descobri uma sensação que sustentásse mais um momento... Os discursos de "tens tudo", "Já pensáste no sofrimento dos outros que têm doenças terminais", "Pensa em tanta desgraça por esse mundo fora"... Nenhum destes conselhos ou observações tolheram este meu sentir que já não era sentir, mas impulso libertação, raiva... Era preciso ter a "coragem" ou a "cobardia" de colocar termo a estes dias confusos, a esta vida sem futuro e com um passado com contornos imperfeitos, incompletos, plenos de desistência após desistência...
Não sei quanto tempo, quantos dias, mêses ou horas vou resistir...
Sei apenas que o meu valor morto é muito superior ao valor que tenho enquanto vivo...
Outrora o sucesso e o estatuto social tornavam-me a minha relação num investimento socio-económico vantajoso... hoje, não passo de uma Assistente de Call Center com ordenados de 400 €.
Os "amigos" passaram a recear algum pedido e afastam-se... não se querem comprometer... Alguns familiares não resistem à opulência e nunca, mesmo nunca disseram : "Precisas de alguma coisa...?"


Estranhamente, nos momentos mais difíceis dos amigos, familiares e até dos traidores, estive lá e, voltaria a fazê-lo sem ressentimentos, não por religião ou previsão de eventual compensação no além, mas por imperativo categórico.


Chegámos ao fim do caminho... Ao longo da estrada só encontrei ganância e vaidade e muita gente a vencer na vida apenas por oportunismo com jogadas corruptas...


Jogava-se a sobrevivência, devia ter jogado sujo, concorrido àquela junta de freguesia ou para Vereador de Câmara. A inscrição no partido teria sido útil... 


Poderia ter feito tanta coisa que não gostaria que me fizessem, mas hoje seria um homem de sucesso...








Carlos

segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Doenças da Mente, Perturbações Psiquiátricas

Dossier: Doenças da Mente, Perturbações Psiquiátricas

Filipa Costa Prenda

"É normal no ser humano ser um pouco neurótico, sendo apenas o excesso chamado de patológico", Sigmund Freud



As Doenças Psiquiátricas
Há uma grande diversidade de perturbações mentais e de alterações de comportamento. Segundo a Classificação Internacional de Doenças as doenças psiquiátricas correspondem a 99 agrupamentos distintos. Nesta classificação encontramos: demências e perturbações por lesão cerebral; deficiências mentais e outros distúrbios de desenvolvimento; perturbações associadas ao abuso e dependência de substâncias nocivas; esquizofrenia e outras psicoses delirantes; perturbações do humor (doença bipolar e depressões); perturbações de ansiedade; distúrbios de ajustamento a factores exteriores; transtornos de personalidade e outras alterações de conduta.

A especificidade da psiquiatria e das doenças não deve conduzir a uma separação absoluta em relação a outras áreas da medicina com as quais confina, nomeadamente, neurologiaendocrinologia e medicina em geral.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 30% da população mundial sofre de alguma doença mental. Desse total, 154 milhões de indivíduos sofrem de depressão e 25 milhões de esquizofrenia. Sensivelmente, 40 mil mortes são atribuídas às patologias psiquiátricas, como depressão bipolar, esquizofrenia e stress pós-traumático.

Em Portugal não existem dados epidemiológicos fiáveis sobre a prevalência das doenças mentais. No entanto, é possível fazer estimativas com base em estudos realizados noutros países. De acordo com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, 5% da população nacional já teve um episódio de depressão grave. Na perspectiva do Dr. José Manuel Jara, psiquiatra e director de Serviço de Psiquiatria do Hospital Júlio de Matos, a doença bipolar é a perturbação com maior incidência, em Portugal, afectando cerca de 200 mil pessoas, seguida pela esquizofrenia com 100 mil indivíduos. O Centro HospitalarPsiquiátrico de Lisboa que integra o Miguel Bombarda e o Júlio de Matos serve, actualmente, um milhão e 300 mil habitantes (consulta e internamento) e tem ainda doentes residentes no serviço de alcoologia e serviço de psiquiatria forense.



Principais Causas

Como não há uma única entidade patológica, não existe uma só causa. Hoje em dia, sabe-se que há alterações biológicas no cérebro das pessoas, mas que também existem factores genéticos que podem contribuir para a manifestação de perturbações mentais, bem como determinantes psicológicos, tóxicos, físicos e sociais. Por exemplo, uma pessoa pode desenvolver uma demência por exposição a químicos industriais, pode ter alterações dramáticas de comportamento após um acidente que tenha provocado traumatismo craniano, como sofrer de depressão profunda depois da perda de uma pessoa importante.


Cuidado com os antidepressivos

Cuidado com os antidepressivos

domingo, 15 de Março de 2009

Como combater a depressão


Como combater a depressão


Dra. Conceição Rosário


Muito se tem falado ultimamente acerca da depressão, pois nunca esta doença foi tão frequente quanto é hoje. Não iremos deter-nos em aspectos técnicos da doença, mas tentar dar alguns conselhos que possam ser úteis a alguns destes doentes. Sabe porque está deprimido?Podemos dizer que a depressão está ligada ao sentimento de culpa do passado que armazenamos no coração, ao sentimento de tristeza e melancolia, frente às dificuldades e problemas do presente e à ansiedade diante do futuro.Poderemos até dizer que a depressão é a doença da alma!Verificamos que grande número de doentes perante a pergunta ”sabe porque está deprimido?”, dificilmente encontram razões conscientes para a causa. O homem actual é um ser solitário.A família não é mais o que era, uma estrutura de apoio para cada um dos seus membros, pois todos vivem correndo, sem tempo para o diálogo, para a partilha. Vai-se cavando um fosso que afasta as pessoas daquilo que realmente as deveria unir, pois no meio de tantas corridas deixou de haver tempo para sorrir, para dizer umas às outras o quanto se amam, para além das suas diferenças.Por outro lado cada vez há mais pessoas vivendo sozinhas sem terem com quem conversar, partilhar alegrias e tristezas. Algumas não têm família, outras, a família também deixou de ter tempo para elas!O homem é um ser gregário, que não nasceu para viver sozinho e sempre que partilha a vida, é mais feliz.O afastamento da natureza também tem sido prejudicial para o ser humano. Quantas vezes conseguimos hoje apreciar o sol, olhar para uma flor, ouvir o chilrear de um pássaro? O sol é um grande inimigo da depressão.Pelo contrário, ligamos a televisão, vemos notícias só de desgraças, como se já tivessem deixado de existir coisas bonitas!O homem de hoje tornou-se medroso: medo das doenças, medo das catástrofes, medo de solidão, …Mas, acima de tudo, o homem perdeu-se. Não sabe quem é.Os valores actuais deixaram de ser o SER para passarem a ser o TER. E, nesta corrida, para o TER muita coisa se perde. Por vezes perde-se o principal, a verdadeira identidade. Sim, porque bem lá no fundo, a grande aprendizagem da vida é o amor a que todo o ser humano aspira.


domingo, 22 de Fevereiro de 2009

A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa. Aprenda a reconhecê-la.



A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.
Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.
A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.O que é a depressão?
A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.
Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.
A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.
A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.
A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.
Quais são os factores de risco?
Pessoas com episódios de depressão no passado;
Pessoas com história familiar de depressão;
Pessoas do género feminino – a depressão é mais frequente nas mulheres, ao longo de toda a vida, mas em especial durante a adolescência, no primeiro ano após o parto, menopausa e pós-menopausa;
Pessoas que sofrem um qualquer tipo de perda significativa, mais habitualmente a perda de alguém próximo;
Pessoas com doenças crónicas - sofrendo do coração, com hipertensão, com asma, com diabetes, com história de tromboses, com artroses e outras doenças reumáticas, SIDA, fibromialgia, cancro e outras doenças;
Pessoas que coabitam com um familiar portador de doença grave e crónica (por exemplo, pessoas que cuidam de doentes com Alzheimer);
Pessoas com tendência para ansiedade e pânico;
Pessoas com profissões geradoras de stress ou em circunstâncias de vida que causem stress;
Pessoas com dependência de substâncias químicas (drogas) e álcool;
Pessoas idosas.
É possível prevenir a depressão?
Como em todas as doenças, a prevenção é sempre a melhor abordagem, designadamente para as pessoas em situação de risco, pois permite a intervenção precoce de profissionais de saúde e impede o agravamento dos sintomas.
Se sofre de ansiedade e/ou ataques de pânico, não hesite em procurar ajuda médica especializada, pois muitas vezes são os primeiros sintomas de uma depressão.
Se apresenta queixas físicas sem que os exames de diagnóstico encontrem uma explicação então aborde o assunto com o seu médico assistente.
Quais são os sintomas da depressão?
A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.
Os sintomas mais comuns são:
Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
Fadiga, cansaço e perda de energia;
Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
Falta ou alterações da concentração;
Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
Desinteresse, apatia e tristeza;
Alterações do desejo sexual;
Irritabilidade;
Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.
Quais são as causas da depressão?
As causas diferem muito de pessoa para pessoa. Porém, é possível afirmar-se que há factores que influenciam o aparecimento e a permanência de episódios depressivos. Por exemplo, condições de vida adversas, o divórcio, a perda de um ente querido, o desemprego, a incapacidade em lidar com determinadas situações ou em ultrapassar obstáculos, etc.
Determinar qual o factor ou os factores que desencadearam a crise depressiva pode ser importante, pois para o doente poderá ser vantajoso aprender a evitar ou a lidar com esse factor durante o tratamento.
Algumas doenças podem provocar ou facilitar a ocorrência de episódios depressivos ou a evolução para depressão crónica. São exemplo as doenças infecciosas, a doença de Parkinson, o cancro, outras doenças mentais, doenças hormonais, a dependência de substâncias como o álcool, entre outras. O mesmo pode suceder com certos medicamentos, como os corticóides, alguns anti-hipertensivos, alguns imunossupressores, alguns citostáticos, medicamentos de terapêutica hormonal de substituição, e neurolépticos clássicos, entre outros.
Como se diagnostica a depressão?
Pela avaliação clínica do doente, designadamente pela identificação, enumeração e curso dos sintomas bem como pela presença de doenças de que padeça e de medicação que possa estar a tomar.
Não existem meios complementares de diagnóstico específicos para a depressão, e a bem da verdade, tão pouco são necessários: o diagnóstico clínico é fácil e bastante preciso.
Dirija-se sempre ao seu médico de família ou clínico geral: estes médicos podem reconhecer a presença da doença, e caso considerem necessário, podem contactar com um médico psiquiatra para esclarecimento do diagnóstico e para orientação terapêutica (o medicamento a usar, a dose, a duração, a resposta esperável face ao tipo de pessoa, a indicação para um tipo específico de psicoterapia, a necessidade de outros tipos de intervenção, etc.).
Como se trata a depressão?
Normalmente, através do uso de medicamentos, de intervenções psicoterapêuticas, ou da conjugação de ambas.
As intervenções psicoterapêuticas são particularmente úteis nas situações ligeiras e reactivas às adversidades da vida bem como em associação com medicamentos nas situações moderadas e graves. A decisão de iniciar uma psicoterapia deve ser sempre debatida com o seu médico: a oferta de serviços é grande, não é auto-regulada, e é difícil a pessoa deprimida conseguir escolher o que mais lhe convém sem ajuda médica.
Os medicamentos usados no tratamento das depressões são designados por antidepressivos. Estes medicamentos são a pedra basilar do tratamento das depressões moderadas e graves e das depressões crónicas, podendo ser úteis nas depressões ligeiras e não criam habituação nem alteram a personalidade da pessoa. Com a evolução da ciência e da farmacologia, estes medicamentos são cada vez mais eficazes no controlo e tratamento da depressão, nomeadamente por interferência com a acção de neurotransmissores, como a serotonina e a noradrenalina, no hipotálamo, a zona do cérebro responsável pelo humor (emoções).
Se o médico lhe prescrever medicamentos antidepressivos, siga as suas indicações e nunca pare o tratamento sem lhe comunicar as razões. Estes medicamentos não têm efeito imediato: pode demorar algumas semanas, 4 a 6, até começar a sentir-se melhor. O tratamento dura no mínimo quatro a seis meses. Obtenha toda a informação e esclareça todas as dúvidas com o seu médico.
Veja também
Consulte ainda:
Direcção-Geral da Saúde - Rede de Referenciação de Psiquiatria e Saúde Mental - Adobe Acrobat - 1.698 Kb Administração Regional de Saúde do CentroEAAD – European Alliance Against DepressionOrganização Mundial de Saúde


fonte: Direcção-Geral da Saúde

terça-feira, 1 de Abril de 2008

SOBRE A EFICÁCIA DOS FÁRMACOS!


28 de Fevereiro de 2008
Estudo britânico questiona eficácia de antidepressivos


Pesquisa efectuada na Grã-Bretanha considera a última geração de antidepressivos como sendo pouco eficaz na maioria dos pacientes.


O estudo foi conduzido por investigadores da Univerdade de Hull, argumentando que os fármacos apenas ajudam um pequeno grupo de pessoas que sofrem de depressão severa.

Os cientistas analisaram dados de 47 testes clínicos, concentrando-se em medicamentos conhecidos como Inibidores Selectivos da Recaptura de Serotonina (ISRS), actuando estes através do aumento da serotonina no cérebro, uma hormona que controla o humor.

Os investigadores notaram que os efeitos positivos destes medicamentos em pacientes com depressão profunda eram "relativamente pequenos". Entre os fármacos que foram estudados encontram-se nomes como Prozac, Seroxat ou Efexor.

Irving Kirsch, coordenador da pesquisa, afirma que as diferenças entre os pacientes que tomaram o placebo e o medicamente não são muito grandes.
"Isto significa que pessoas com depressão podem melhorar sem tratamentos químicos", disse o investigador.

De acordo com os cientistas, a maioria dos pacientes acredita que os fármacos funcionam, o que explica o chamado efeito placebo, onde as pessoas se sentem melhor por apenas saberem que estão a tomar um medicamento que os irá ajudar.

"Diante destes resultados, parecem haver poucas razões para se receitarem antidepressivos, a menos que os tratamentos alternativos tenham falhado", concluiu o investigador.

O estudo veio provocar polémica na indústria farmacêutica, na qual a Eli Lilly, fabricante de Prozac, afirmou que diversas pesquisas médicas e científicas já demonstraram que o medicamento é um antidepressivo eficaz.
Um porta-voz da GlaxoSmithKline, responsável pelo Seroxat, comentou igualmente sobre o estudo, considerando que se baseou em "uma pequena amostra do total de dados disponíveis".

Pedro Santos

Fonte: http://www.farmacia.com.pt

quarta-feira, 5 de Março de 2008

Crises Frequentes...


As mãos, os pés, as extremidades ficam geladas, surgem as dificuldades em respirar, surge uma tosse que parece ser um meio de nos defendermos... A senção é de morte iminente, sem que nada nem ninguém nos possa ajudar... No ínicio, tudo parece perder a nítidez, a memória quase desaparece e dá lugar à confusão. O coração ora parece acelerar, ora tudo parece parar, a boca está seca... Ocorre um mal-estar a nível do estomago e instestinos, há gases... A tensão arterial sobe, perco a força, não consigo falar ou andar... O corpo contorce-se, as mãos tocam o rosto, fixam-se em qualquer lugar... Parece ser o final... Nestas horas de crises repetidas já tomei sedativos, aspirina, hipertensores... Nada parece resultar... Neste momento, estou nesse estado!
Estou no limite...